sábado, 21 de novembro de 2015

O Neocolonialismo e o Segundo Reinado no Brasil

O Neocolonialismo

I) O Projeto Imperialista:

- Resultado direto da Revolução Industrial no continente europeu

- Expansão de mercados consumidores dos produtos industrializados

- Busca de matérias-primas para a produção fabril

- Aumento da mão-de-obra, em sua maioria escrava


II) A Partilha afro-asiática:

- Conferência de Berlim

- Países líderes: Inglaterra, França, Holanda e Bélgica

- 'Loteamento' da África e da Ásia (com exceção de Coreia e Japão) entre as potências da época


III) Consequências para os colonizados:

- Dominação na base do preconceito e racismo: Fardo do Homem Branco e Darwinismo Social

- Culturas extintas ou adaptadas ao modo de vida europeu



O Segundo Reinado no Brasil

- Período em que D. Pedro II assumiu o poder imperial no país

I) A Cultura do Café:

- Trazido por portugueses da África, tinha no Brasil as condições climáticas, geológicas e expansão territorial perfeitas para o plantio

- Primeira tentativa no Vale do Paraíba (área do interior entre os estados do RJ, SP e MG): devastação da Mata Atlântica 

- Segunda tentativa no Oeste Paulista (interior de São Paulo): solo bom para plantar (terra roxa), fazendo com que várias vilas se desenvolvessem a ponto de se tornarem grandes cidades, como Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos, Franca, etc,

- Sempre voltado para exportação: grande consumo na Europa, em especial as potências imperialistas (Inglaterra e França)


II) O Surto Industrial:

- Nome de destaque: Barão de Mauá (investidor)

- Objetivos: implantar a indústria nacional a ponto de competir, mesmo que a longo prazo, com os modelos ingleses, franceses e americanos (EUA)

- Ajuda do governo imperial: criação da tarifa Alves Branco, na qual produtos importados foram sobretaxados, incentivando a produção e consumo da produção fabricada no Brasil

- Crítica dos cafeicultores: para eles, só interessava o Brasil agroexportador, não interessando a produção industrial nacional. Pressionaram o governo imperial até a tarifa Alves Branco ser anulada

- Fim do projeto industrial e falência do Barão de Mauá


III) A organização política no Segundo Reinado:

- Revezamento entre os partidos Conservador (Regressista) e Liberal (Progressista)

- Os liberais apoiam a maioridade de D. Pedro II, então com 14 anos de idade, para assumir o trono, brasileiro, já pensando no favorecimento com ministérios, gabinetes, vantagem nas propostas, etc

- Conservadores deixam o poder, porém um ano depois D. Pedro II rompe com os Liberais, dando início a um período agitado na política

- Consenso dos partidos: por terem objetivos comuns (manter a escravidão, valorizar o café e impedir a participação das camadas mais populares na política), D. Pedro fez a política da reconciliação

- "Nada mais liberal que um conservador no poder, e vice-versa" / "Tudo farinha do mesmo saco"

- Parlamentarismo às avessas: na tentativa de copiar o modelo inglês, em que parlamentares indicam o primeiro-ministro por meio de votação, no Brasil o próprio imperador indicada o líder da câmara dos parlamentares, desde que aceitassem a escolha.

- Em caso de recusa ou voto contra dos parlamentares, o imperador fazia uso do poder moderador, mudando os deputados até que a votação fosse favorável.






sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Hexacampeonato corinthiano em 4 jogos

Uma postagem para sofredores terem um pouco mais de alegria na mesma proporção que os antis remoem a velha chatice do 'apito amigo'. A postagem sera conjunta com o amigo Orandes Rocha, do blog orandesrocha.blogspot.com.br. Segue os confrontos decisivos. OBS: Sugestões estão abertas nos comentários e não somos detentores das verdades eternas como muitos fazem na internet!

1º - Corinthians x Sport (1º turno)

A equipe pernambucana estava voando e botando banca em todos os adversários, graças ao bom entrosamento de bons refugos (Durval, Diego Souza, André, Danilo Fernandez). Uma boa vantagem aberta em Itaquera se transformou em empate bobo. O desempate no pênalti cobrado por Jádson - e contestado por muitos antis até o próximo século - colocou a equipe na ponta da tabela.

2º - Atlético-MG x Corinthians (2º turno)

O jogo na Arena Independência (uma Á-ra-pú-ca segundo Juju Juvêncio) era decisivo: ou diminuiria a diferença para 5 pontos em caso de derrota ou aumentava para 11 se ganhasse. O clima de concentração de ambas as equipes era tanto que nem conversinhas e sorrisos foram vistos no corredor de entrada. Tite armou o timão para conhecer a pressão atleticana no primeiro tempo. Vacilaram no segundo e levaram três gols minuciosamente tabelados. 

3º - Corinthians x Santos (2º turno)

O Time da Vila embalado pela campanha de recuperação, confiante que a classificação sobre o Corinthians para a semifinal da Copa do Brasil era mais mérito deles que opção do Tite.
Há quem dizia que o 7 x 1 seria vingado.
Erraram feio.
Havia um Jádson no meio do caminho, que naquele dia jogou o que sabia.
E de quebra, a fiel foi apresentada ao garoto Lucca.
Final, 2 x 0 e a arrancada para a reta final rumo ao título.

4º - Corinthians x Flamengo (2º turno)

Como se comportaria a Fiel torcida recebendo em sua casa o autor de um dos gols mais importantes de nossa centenária História?
Como se comportaria Guerrero enfrentando o clube que o consagrou, na casa do clube?
A Fiel fez sua parte, apenas vaiava quando o ídolo (ainda o é) tocava na bola.
Guerrero não fez sua parte e teve atuação apagada.
Mas o jogo teria outro protagonista.
Quis o destino que num jogo recheado de Flamenguistas ex Corinthianos (Guerrero, Wallace e Émerson Sheik, que estranhamente não jogou por ter levado o 3º amarelo um jogo antes), um Corinthiano ex Flamenguista decidisse a contenda.
Vagner Love tão criticado, e que perdeu 2 gols naquele jogo, não perdeu o 3º e consolidou a caminhada rumo ao Hexa.
1 x 0 e a mão começava a se caminhar para a taça.

Obrigado comandante! Tu és o maior técnico tchê!

O TimeO Time da Vila embalado pela campanha de recuperação, confiante que a
classificação sobre o Corinthians para a semifinal da Copa do Brasil era mais
mérito deles que opção do Tite.
Há quem dizia que o 7 x 1 seria vingado.
Erraram feio.
Havia um Jádson no meio do caminho, que naquele dia jogou o que sabia.
E de quebra, a fiel foi apresentada ao garoto Lucca.
Final, 2 x 1 e a arrancada para a reta final rumo ao título. da Vila embalado pela campanha de recuperação, confiante que a
classificação sobre o Corinthians para a semifinal da Copa do Brasil era mais
mérito deles que opção do Tite.
Há quem dizia que o 7 x 1 seria vingado.
Erraram feio.
Havia um Jádson no meio do caminho, que naquele dia jogou o que sabia.
E de quebra, a fiel foi apresentada ao garoto Lucca.
Final, 2 x 1 e a arrancada para a reta final rumo ao título.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

África: Grandes Civilizações

I) Um continente de muitos povos e paisagens:

- Formações vegetais variadas: desertos, savanas e florestas equatoriais

- Presença de rios importantes, como Nilo, Congo e Níger

- População de 800 milhões de habitantes, com 850 grupos étnicos divididos em 55 países



II) Muitas Sociedades, muitos mitos:

- Histórias de divindades para explicar a criação do mundo, que mostram também os elementos valorizadas da cultura, como a fala

- O exemplo dos Bambara e dos Iorubás: politeísmo



III) As Pesquisas Históricas sobre a África:

- Fontes além da escrita local: mapas, vestígios arqueológicos e relatos de povos viajantes

- O Testemunho Oral: a palavra falada como herança dos deuses, com especialistas (animadores públicos) responsáveis por memorizar e transmitir o conhecimento para as próximas gerações



IV) O Desafio da sobrevivência:

- Grupos nômades e semi-nômades: travessia pelo deserto do Saara

- Evolução da agricultura, criação de animais e comércio: de aldeias e vilas para reinos e impérios

- Guerras tribais e o domínio de povos europeus: adaptação e/ou extinção de várias tribos e culturas  


V) Os Berberes:

- Nômades do Deserto, vieram da Península Arábica no século VI a.C.

- Foram importantes na integração da África (Mediterrâneo x Subsaariana)

- Adaptados ao clima seco, desenvolveram o comércio, principalmente o sal para conservar alimentos



VI) Os Soninké de Gana:

- O povo do Ouro: fartura para extração e usado em trocas comerciais com os berberes

- Aldeias que se uniram contra invasores vizinhos

- Atividade agrícola e criação de animais

- Divisão Social: Imperadores Caia-magas (reis) , nobres (família dos líderes das tribos), homens livres (tinham suas próprias terras para trabalhar), servos (Soninkés sem posse) e escravos (estrangeiros capturados em combates)

- Organização social: todos pagavam tributos ao caia-maga. Ajudavam também com soldados e lavradores.

- Palácios feitos de pedra, com muralhas e paliçadas (estacas de madeira)

- Foram aniquilados por grupos nômades em guerras sucessivas no século XI, em especial os sossos.


VII) O Reino do Congo:

- Grupos Bantos que começaram como agricultores e caçadores

- Desenvolveram a metalurgia (fundição e confecção de metais), dominando povos por todo o sul da África

- Liderança do manicongo ou ntotila: autoridade máxima após a expansão, que o povo acredita ter poderes sagrados. 

- Divisão do poder para colher tributos: chefe das aldeias (prefeitos), repassavam aos chefes das tribos (governadores), que por fim passava ao imperador (presidente)

- Várias atividades: ceramistas, agricultores, ferreiros, escultores, tecelões e comerciantes

- Sociedade estratificada: Manicongos, guarda permanente, nobres, comerciantes e artesãos, agricultores e escravos

- Domínio dos portugueses a partir do século XVII



domingo, 24 de maio de 2015

Duplo Sentido

"Deliberadamente deixei, por algum tempo, de comentar este assunto: a confissão de Lula a José Mujica, ex-presidente uruguaio, de que precisou "lidar com muitas coisas imorais, chantagens" durante o mensalão. Disse ainda ao colega que viveu tudo isso "com angústia e um pouco de culpa".

Esse fato veio à tona com a publicação, no Uruguai, de uma biografia que cobre muitos anos da trajetória política de Mujica do ponto de vista dele próprio.

A referida confissão de Lula foi feita em 2010, quando o STF julgava o escândalo do mensalão. Lula teria dito a Mujica: "Essa era a única forma de governar o Brasil". Ou seja, comprando os deputados da base aliada.

Essa informação é importante, não porque nos revele um fato que já era de nosso conhecimento, mas por se tratar de uma confissão do próprio Lula, que, desde o primeiro momento, afirmara não saber de nada a respeito do suborno e até mesmo que havia sido traído por aqueles que o tinham praticado.

E mais, porque quem a revelou foi seu amigo José Mujica, que não teria nenhum motivo para cometer deslealdade, inventando tal confissão –embora depois tenha negado que o colega se referia ao mensalão, pouco se importando que o trecho do livro é claro. Além do mais, Mujica é por todos considerado um homem íntegro, o que torna indiscutível a veracidade do que contou.

A confissão de Lula é, na verdade, uma tentativa de justificar, perante o amigo, o indiscutível suborno dos deputados. A afirmação de que aquela era "a única forma de governar o Brasil" implica dizer que todos os políticos brasileiros são corruptos, menos ele, Lula, claro.

Mujica, que, como bom comunista, acredita na classe operária, não iria descrer do operário Luiz Inácio Lula da Silva.

Não é o nosso caso, pois preferimos partir dos fatos –e eles deixam claro o que aconteceu, isto é, o que foi de fato o mensalão. Há algo de verdade na afirmação de Lula, quando diz que aquela era a única forma de governar o país.

Sim, a única forma de fazer o governo que ele pretendia fazer e fez, sem dividir com ninguém o poder.

Logo após proclamada a sua vitória, eleito presidente da República, o PMDB –então o partido que detinha a maioria no Congresso– manifestou interesse em aliar-se ao novo governo, mas Lula, de imediato, rejeitou a proposta. E por uma razão óbvia: aliando-se ao PMDB, teria que lhe entregar importantes ministérios e empresas estatais –exatamente o que contrariava seus planos.

Por isso, em vez de um partido poderoso, escolheu como aliados partidos sem grande expressão. O mensalão não nasceu por acaso. Longe disso, fez parte do projeto de poder de Lula, cujo propósito era perpetuar-se no governo.

Sucede que o presidente do PTB, Roberto Jefferson, em vez de dinheiro, queria a presidência de Furnas. Contrariado em sua pretensão, procurou o próprio Lula, com o qual nada conseguiu –claro!– e pôs a boca no mundo.

Lula, no primeiro momento, tratou de se esquivar: disse que havia sido traído. A culpa do suborno ficou então por conta de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, os "traidores"; afora os petistas fanáticos, ninguém acreditou nessa história, pois não dava para crer que os três principais homens de confiança de Lula tramaram o mensalão sem nada lhe contar. Noutras palavras, subornaram deputados para que eles aprovassem sem discutir todas as propostas do governo Lula, mas nada disseram a ele. Quanta bondade! É preciso ser débil mental para acreditar nisso.

Os seus três amigos foram condenados e encarcerados, enquanto ele, o verdadeiro inventor do plano, nada sofreu. Mas tratou de compensar tamanha sacanagem mudando de conversa. Deixou de se dizer traído e passou a afirmar que nunca houve mensalão, que, segundo ele agora, seria mera invenção de seus adversários políticos e da imprensa. Só para o amigo José Mujica ele contou a verdade.

Mas a mentira tem pernas curtas. Como o escândalo do mensalão tornou inviável continuar subornando deputados, Lula se rendeu à realidade: aceitou o apoio do PMDB, que havia rejeitado. Em consequência disso, teve de dar a ele ministérios e cargos importantes na máquina estatal.

O sonho de eternizar-se no poder começou a fazer água. Agora com o desastre do governo Dilma, o PMDB já está quase mandando mais que Lula e Dilma juntos. Ele tinha razão: só com o mensalão ele poderia governar o Brasil."

(Ferreira Gullar) 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os Melhores Momentos Musicais do Show de David Letterman

Segundo o próprio, direto do Yahoo Music (https://www.yahoo.com/music/david-lettermans-top-10-musical-moments)

Jay Z and Eminem, “Renegade,” (2010)
Os melhores rappers do momento: https://youtu.be/grL4JMs0hDc

The Beastie Boys, “Ch-Check It Out,” (2004)
Feito por uma câmera olho de peixe, e divulgado graças ao Youtube, mostra o trio saindo de uma estação de metrô até o estúdio: https://youtu.be/GZ2ZHkBzmHQ

U2’s Bono and the Edge, “Stuck in a Moment You Can’t Get Out Of,” (2011)
Versão acústica e intimista. A banda foi uma das que mais apareceram no programa ao longo de 33 anos: https://youtu.be/Xqrn2q3WCS8

R.E.M., “Radio Free Europe”/“So. Central Rain,” (1983)
Uma das primeiras aparições públicas da banda, com Michael Stipe ainda cabeludo e tímido e Mike Mills e Peter Buck como porta-vozes um tanto alcoolizados: https://youtu.be/tjr6P9CepZc

Jô Soares afirma que Letterman nada acrescentou ao formato talk-show, mas quantos elementos ele copiou ou adaptou em seus programas, em especial na Rede Globo? (in)Feliz coincidência?

sábado, 16 de maio de 2015

MAD MAX - ESTRADA DA FURIA (sim tudo em caps)


Ontem fui ver o novo filme do diretor George Miller, que depois de 30 anos retorna a franquia Mad Max e tenho que falar: QUE FOOODA!

O filme custou 200 milhões de dolares e demorou um bom tempo para ser feito por conta de estrelismos do antigo protagonista da franquia (Mel Gibson) que acabou sendo substituido pelo Bane do ultimo Batman (Tom Hardy) que no filme tem umas 10 falas. O destaque vai para a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) fazendo o papel de uma mulher forte e com objetivos mas que também não fala muito.

O filme é 100% ação,  é frenetico e deve ser por isso que os personagens não tem muito o que falar, o roteiro é simples, mas visualmente o filme é uma das coisas que me fez soltar um "PQP!!" dentro do cinema. A primeira parte da pelicula de 2 horas é de arrepiar, é lindo, é de tirar o folego de tanta ação.

Recomendo totalmente para quem curte filmes de ação independente de ja ter visto ou não os outros filmes da franquia, Tom Hardy se deu muito bem no papel de Max, Charlize esta espetacular e como disse, George Miller fez um filme de tirar o fôlego com 2 horas de ação ininterrupta e aproveitando ao máximo o orçamento disponível, só espero que o filme se pague e de lucro, porque ele merece e muito.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Capacete Chinês x Capacete Japonês

Teste inmetro no melhor estilo russo:

E aí? Vai continuar comprando produtos xing ling pra baratear gastos? Ou prefere uma tumografia, cirurgia (quiça velório) mais caro?


sábado, 9 de maio de 2015

Um cartaz que resume os atos em Baltimore e Ferguson

























Tradução: crime de negro = gangue violenta
crime de árabe = terrorismo
crime de hispânico = imigração ilegal
crime de branco = auto-defesa

via Geografia da Depressão (Facebook)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Grandes Esperanças

Division Bell foi o último álbum de estúdio do Pink Floyd, já sem o mala do Roger Waters e com gravações guardadas que deram origem ao álbum The Endless River em 2014. Dentre Instrumentais suaves e com o saudoso Rick Wright se arriscando nos vocais, High Hopes é a música de encerramento, digna de tal posição!
Os badalos de um sino e um incômodo zumbido introduzem a canção - seguindo a linha de alguns hits de Dark Side of the Moon - e David Gilmour fala de modo melancólico os tempos de juventude que não voltam mais. Sentimentos e pensamentos que antes eram expectativas se transformaram em desilusões estilo Belle Époque, para não fugir da corrente repressiva e psicodélica em 40 anos de banda.
O videoclipe é igualmente maravilhoso e artístico (palavras do sócio Zégotinha), retratando à risca as situações da letra. A paisagem inglesa é bela, assim como as tomadas de perspectivas estilo Stanley Kubrick. O solos de violão e guitarra havaiana casam muito bem com as tomadas das capas flutuantes e das 'despedidas' das bolas de parque. 
Engraçado é que o clipe conseguiu cativar minha sobrinha de dois anos e meio, que sempre aponta o dedo e diz: 'óia o uço caino!'






sexta-feira, 1 de maio de 2015

domingo, 26 de abril de 2015

O Duelo Azul-Grená

A final da Champions 2014-2015 pode até ser entre espanhois, mas tanto Barcelona quanto Real Madrid vão pegar pedreiras de respeito pelo caminho. A Velha Senhora, alavancada pelos platinos Tévez e Vidal e organizadas por Pirlo, Evra e a promessa Pogba - avaliada por R$210 milhões aos interessados Manchester United e Chelsea - pode surpreender os merengues. No entanto, o (teórico) equilíbrio está no outro confronto. Se entre Real e Juve tem uma diferença de oito títulos do torneio (10 x 2), o Bayern leva vantagem sobre o  Barcelona de apenas 1 (5 x 4).

O técnico catalão Luis Enrique disse, sem nenhuma modéstia, que o azar são dos bávaros, afirmando que teria medo do Barcelona caso fosse técnico de outra equipe. Por coincidência, seu técnico oponente é ex-companheiro de clube e seleção nos tempos de jogador: Herr Pep Guardiola, cria de comando e criador de um Barcelona imbatível entre 2009 e 2011. 
A equipe alemã, a analisar pelas últimas partidas de ida do torneio, é zebra. Um sofrimento com Shaktar e Porto enquanto o Barça atropelou Manchester City e PSG. Mas olhando os jogos de volta a coisa muda, anotando 13 gols em dois jogos.

É verdade que os ucranianos passam por problemas internos e os portugueses perderam seus dois laterais em tais jogos, mas e daí? O departamento médico do clube alemão tem Ribéry, Robben, Alaba e Badstuber (pela enésima vez) e ainda tenta se virar.

Com certeza o duelo azul-grená será parelho e decidido em pequenos detalhes. O tridente sul-americano MSN (Messi-Suarez-Neymar) catalão é superior à desconfiada defesa bávara, composta por Dante 7x1 e Boateng Suicida. Entretanto o último encontro, pela temporada 2012-2013, foi devastador aos espanhois, quando só não foram mais humilhados por alemães que em Guernica. Segue o vídeo:





sábado, 25 de abril de 2015

Até quando teremos que suportar letras horríveis na música brasileira?

Diretamente do poético, do sincero e sulfurante Régis Tadeu.

"Ontem foi feriado e, por um daqueles acasos que sempre fazem a gente pensar, passei o dia inteiro ouvindo antigos álbuns de música brasileira para um texto que estou escrevendo aqui para este tão nobre espaço dentro do Yahoo. Só que, a medida que ia ouvindo aquelas preciosidades, me dei conta que uma questão começou a martelar a minha velha cabeça com cabelos bem grisalhos: quando foi que a música brasileira começou a ser dominada por letras horríveis?
É… Você já tinha parado para pensar nisto?(...)
Tente identificar uma canção nacional que esteja fazendo sucesso atualmente que tenha uma letra que não seja endereçada a alguém que sofra de um retardamento mental. E quando escrevo “sucesso”, isto significa a imensa variedade de músicas que andam por aí a tocar incessantemente nos programas de TVs e nas rádios do mainstream. Sei muito bem que no underground e nos “circuitos dos SESCs da vida” ainda tem pouca gente talentosa neste quesito, mas… E na atual “MPB”, que chamo de “música popularesca brasileira”? É possível citar uma única canção que não tenha uma letra meramente ginasial? Tentei lembrar alguma, mas desisti depois de mais de meia hora matutando a respeito disto.
Antes que você venha com o velho papinho “lá vem o tio nostálgico de novo”, faço questão de frisar que a constatação é real e pode ser conferida por quem tem olhos e ouvidos com um grau de funcionamento razoável: a música brasileira em geral desaprendeu a fazer letras e o público se tornou mais burro. A questão é: artistas passaram a gravar canções com letras medíocres porque os fãs emburreceram ou os fãs emburreceram porque os artistas passaram a gravar músicas com péssimas letras?
Que eu me lembre – posso estar enganado, já que a minha memória não é mais a mesma – a degringolada poética começou com a ascensão daquelas duplas sertanejas na época do governo Collor. Foi quando nomes como Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Leandro & Leonardo e tantos outros perceberam que precisavam atingir um público maior nas grandes cidades e abandonaram a riquíssima poética do campo para falar de amores não correspondidos e “dores de corno” para quem morava nas capitais com uma linguagem simples e direta, sem rodeios. De lá para cá, o desastre se transformou em um tsunami de mediocridade, que atinge desde as pavorosas letras das canções de “divas de popularidade” como Ivete Sangalo, Claudia Leitte e Paula Fernandes até esses grupos de pagode “xexelentos”, passando por aberrações como Luan Santana, Gusttavo Lima e seus imitadores. E isto inclui também estas bandinhas de rock indie desafinadas e que não sabem sequer afinar seus instrumentos.(...)"

link: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/ate-quando-teremos-que-suportar-letras-horriveis-155346684.html

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Japonesas não sabem brincar

Fazendo um idem ibidem com colega blogueiro e professor Orandes Rocha: "Não há fúria que se compare a de uma mulher rejeitada" (LUTHOR, Lionel)"

O cara tinha aparelho eletrônico hein? Agora é economizar alguns meses para comprar versões atualizadas!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Qui Mare?

Mais um naufrágio no Mar Mediterrâneo envolvendo imigrantes ilegais rumo buscando melhores condições de vida no continente europeu. O desespero em deixar o país assolado por guerras e miséria leva o ser humano a assumir riscos. Talvez o pensamento "O que pode ser pior de ficar aqui à mercê da fome? De um míssil iminente? De um grupo radical religioso que degola e queima seus inimigos?
Talvez o refúgio no Velho Mundo vai além de por um punhado de euros a mais. Um S.O.S. de quem realmente não tem quaisquer proteção contra uma arma, uma política, um sistema de justiça (ou a fusão de tudo isso). Mas quem quer saber desses sujeitos que só roubam os empregos de nossa pátria não é mesmo? Empregos que outrora eram ignorados e indignos aos exploradores, mas há 7 anos - quando o recesso econômico deu as caras com os PIIGS - (re)começaram a serem comuns.
Medidas firmes em relação à imigração é a pauta principal da UE. Bem que poderiam ter a mesma atenção no conselho de Segurança da ONU e em órgãos de combate à fome e pobreza. Mas isso infelizmente não trás lucro, nem voto. 
Se nos tempos romanos o Mediterrâneo (único conhecido da época) era chamado de Mare Nostrum, agora vem a indagação: Qui Mare?


sábado, 18 de abril de 2015

Governo Dilma ou Guerra dos Tronos?

São dois governos sórdidos, cheio de maracutaias, escândalos e chantagens, sendo que um usa e abusa do quesito orgia, o outro é uma produção fictícia da HBO. A Ahead Marketing teve essa sacada e montou o mapa 'dilmesco'



Fonte do mapa: http://www.aheadmkt.com/guerratronos/

domingo, 12 de abril de 2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A República Velha no Brasil

I) Os desgastes do Imperador Dom Pedro II
  - Questão abolicionista: a urgência de transformar o escravo em consumidor 
  - Questão religiosa: praticantes de outras religiões chegam ao Brasil na escravidão e imigração
  - Questão militar: falta de reconhecimento aos combatentes na Guerra do Paraguai
  - Questão política: modelo monárquico ultrapassado


II) A Proclamação da República:
  - Organizada pelos militares, com o apoio de industriais, camadas médias urbanas, cafeicultores e republicanos radicais
  - Ausência de participação popular: povo assistia de forma bestializada
  - Sai D. Pedro, assume Marechal Deodoro da Fonseca, depois Floriano Peixoto
  - Projeto positivista: 'ordem e progresso' com investimento na indústria, contrariando as elites agrárias
  - Uma nova constituição: novos estados, governadores 'independentes', divisão dos três poderes, Estado Laico (liberdade religiosa), Habeas Corpus (direito de responder o processo judiciais em liberdade) e novas regras para votar  
(homem, alfabetizado, maiores de 21 anos) 


III) A Vitória dos Cafeicultores:
  - Brasil agroexportador
  - Modelo Oligárquico: poucos governando muitos
  - A política dos Governadores: harmonia entre governos estadual e federal, de forma a garantir o interesse de ambos os lados (Comissão Verificadora de Poderes)
  - O coronelismo: influência política dos grandes fazendeiros por conta da situação econômica
  - A politica do Café-com-leite: forte atuação de políticos paulistas e mineiros na esfera federal, sendo ou lançando candidatos




IV) O Convênio de Taubaté:
  - Governo compra as sobras de café das elites: evitar superprodução e desvalorização
  - Aumento dos impostos e dívidas com empréstimos estrangeiros


V) A Belle Époque Brasileira
  - Modernização dos grandes centros urbanos brasileiros, em especial a capital Rio de Janeiro: inspiração em capitais europeias (Paris e Londres)
  - Construção de teatros, livrarias e padarias: segregação espacial entre ricos e pobres
  - O fim dos cortiços e o início da ocupação dos morros


VI) Os Excluídos da República
  - Canudos (1897): Antônio Conselheiro reúne vários sertanejos pobres no arraial de Belo Monte
  - Contestado (1911-1916): Monge José Maria lidera miseráveis contra a construção de uma ferrovia dos E.U.A.
  - Cangaço (1918-1938): Lampião e seu bando saqueiam e dão início ao banditismo (mercenários) no sertão
 - Revolta da Vacina (1904): médico Oswaldo Cruz quer vacinar a população 'à força' contra a varíola










quinta-feira, 9 de abril de 2015

Andar de bike à noite

Para diminuir o número de acidentes envolvendo bicicletas à noite, a Volvo desenvolveu um spray que as fazem brilhar em ambientes com ausência de luz. Podendo ser borrifado no cano, pneus ou mesmo acessórios (capacetes, cotoveleiras...), parece uma solução para evitar colisões culposas ou dolosas.



E por aqui? O spray chegará a preços exorbitantes ou será contrabandeado usando restos de neón e argônio das luzes?


terça-feira, 7 de abril de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Mad Max, uma promessa pouco divulgada em 2015

Os 'vintages' dos anos 80 lembram muito bem de Mad Max. Desde o ator-promessa Mel Gibson até o WE DON'T NEEDANOTHER HEEEERO da Tina Turner, o filme atentava, sob a ótica da ação, sobre um futuro com buscas frenéticas por petróleo na desértica Austrália.
Trinta anos após o último filme, George Miller trás mais uma franquia - Mad Max: Estrada da Fúria - dessa vez sem o anti-semita e com Tom Hardy e Charlize Theron no elenco. A julgar pela (sempre duvidosa) edição do trailer, essa caça promete com cenas de corrida, tempestades de areia e ataques sanguinários. JurassicWorld, Star Wars, Exterminador do Futuro, Vingadores....2015 parece ser o ano da correria no cinema, em todos os sentidos.

terça-feira, 31 de março de 2015

Estagnação no país dos hermanos

A greve geral na Argentina já dura 24 horas. Líderes sindicais afirmam que a paralisação tem a ver com a nova medida de Cristina Kirchner em aumentar os impostos sobre lucros em escala progressiva, podendo chegar a 35%. Pode não ser o estopim para mudanças drásticas - o próprio ministro da economia Axel Kicillof afimou que manterá o tributo -, mas mostra cada vez mais um país que naufraga há 14 anos.
E o que o Brasil tem com isso? Cristina adota uma postura governista híbrida do populismo de Perón e o falso bolivarismo, querendo resolver as maiores mazelas com a identificação social in memorian de Nestor Kirchner e a truculência (também in memorian) de Hugo Chavez, perseguindo meios de imprensa que a denunciam ou silenciando para sempre promotores que vasculham seus escândalos. 
Assim como lá Jorge Capitanich atua como cão-de-guarda da presidente, temos aqui Mercadantes e Berzoinis com papéis, digamos, mais discretos.



domingo, 29 de março de 2015

Renda-se à imagem


A foto acima poderia muito bem ser uma propaganda dócil de sabão em pó que valoriza uma infância aproveitada na base de brincadeira 'sujáveis'. Na verdade, mostra uma criança síria de 5 anos em gesto de rendição pensando que a câmera era uma arma e, provavelmente, o fotógrafo um combatente. Ou seja, desde o momento de seu nascimento seu país já enfrentava uma Guerra Civil envolvendo interesses religiosos e políticos, a qual já varreu mais de 200.000 vidas inocentes, fora os refugiados.
A mídia golpista ainda dá preferências a assuntos mais 'urgentes'. Quem sabe fosse um terrorista da Al-Qaeda, Estado Islâmico ou Boko Haram pilotando um avião alemão rumo ao suicídio nos alpes franceses não traria mais ibope, protestos e generalizações infundadas aos islâmicos?

sexta-feira, 27 de março de 2015

A Espanha Pela América

Quase todas as informações históricas sobre a América que preenchem os livros didáticos e documentários via Natgeo ou Discovery são encabeçados por europeus. A organização da metrópole espanhola é ignorada a ponto de o leitor-telespectador pensar o descobrimento como um acidente, não-planejado na rota de Colombo até a Ásia.
O livro O Espelho Enterrado, do literário mexicano Carlos Fuentes traz esse ano obscuro do evento. O subtítulo Reflexões Sobre a Espanha e o Novo Mundo já dá o tom do ensaio: como se formou a porção ibérica do Velho Mundo, que culturas foram determinantes naquela região, o que o ‘descobridor’ Cortéz e o defensor Las Casas encontraram e propuseram. Importante citar que o livro originou-se da série de tv homônima coordenada pelo próprio autor.
Dentre várias revelações que o livro de 2001 traz (ou seja, 10 anos antes do Guia Politicamente Incorreto…) destaque para as influências da cultura indígena asteca e maia nas esculturas da Europa (Vida e Morte no Mundo Indígena), os homens que lideraram a independência (Simon Bolívar e José de San Martin) e opiniões diversas sobre o futuro do continente latino-americano.
Uma boa pedida para os amantes das artes, já que Fuentes relaciona alguns feitos às gravuras de pintores (re)conhecidos do continente, a exemplo de Diego Rivera e José Clemente Orozco. Áqueles que temem as formatações rígidas para fontes históricas, podem fazer a leitura sem medo de se entediar ou se perder.

 

terça-feira, 24 de março de 2015

O Calibre e a (falta de) Nação e Estado

Umas das questões propostas em prova de Geografia de hoje foi essa letra dos Paralamas do Sucesso e tinha como objetivo abordagem do problema administrativo do Estado e Nação brasileiros relacionando com a crítica da banda. Esses brasilienses de formação tiveram menos teor e reconhecimento crítico dos irmãos da Legião Urbana, e o hit - que marcava a volta de Herbert após o acidente - apontava o gatilho para o primeiro ano do governo Lula em 2003. Curiosamente o mesmo político que eles defenderam em 1994 (o famoso caso Anões do Orçamento). 21 anos se passaram....e nada! 

domingo, 22 de março de 2015

Mortal Kombat X: Esse Game Promete (ou não)

Desde meados de agosto de 2014 Ed Boon, John Tobias e sua trupe lançam teasers do que viria a ser a nova franquia do jogo mais sanguinário, violento e desejado desde 1992. O início, de praxe em qualquer game de bagagem, foi insosso e entediante, apresentando 4 novos personagens mais a dupla Scorpion/Sub-Zero, os ninjas que se estapeiam desde os primórdios de Netherealm.
Mas gradativamente vieram as novas adições, com lutadores conhecidos repaginados e designs melhor detalhado, junto às inovadoras arenas (destaque para os tons escuros). As fatalities agora fazem jus à censura de 18 anos - contando os segundos para os hipócritas criticarem - adicionados de brutalidades digamos 'inesperadas'.
Assim como na versão de 2011, o jogo tem escolhas fora do padrão para serem selecionadas, porém dessa vez (até então) em forma de bônus pré-pago. Se no jogo anterior Freddy Krueger e Kratos eram coringas, dessa vez Jason Voorhess e o Predador estarão no páreo. E aí que entra uma frase ambígua desse fã confesso: Acho que não vai prestar.
O game chegará no Brasil custando uma bagatela de R$250 (Outstanding!) e, sinceramente, acredito que os criadores do jogo não manterão os personagens no pacote pré-pago, no qual consta também Goro, já que a
lógica capitalista e curiosa debandará várias compras para saber o modo de combate desses assassinos pops vintagem anos 80, que se divide em três. Uma luta entre Reptile e Predador seria totalmente invisível? Um fatality de Cage ou Sonya em sua própria filha - e vice-versa - é possível e causará espanto? Até 14 de abril muita coisa deve aparecer ainda, por enquanto, é se contentar com choose your destiny (HUAHUAHUAHUA)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Conflitos e Mudanças no Início do Século XX

Os últimos 100 anos da história contemporânea são considerados cruciais para o entendimento da civilização. Não somente por que abrange 40% dos temas em vestibulares ou ENEM, mas também pelo fato de moldar algumas características sócio-econômicas notáveis até hoje, em pleno século XXI. E os dois eventos abre-alas tiveram força decisiva nisso.
A Primeira Guerra Mundial, ou o primeiro grande confronto entre grupos de nações, foi preparado décadas antes, com a disputa de mercados e colônias entre Inglaterra e França, calejados no ramo imperialista, e Alemanha e Itália, países 'novos' que queriam sua fatia do bolo. Rússia e o Império Austro-Húngaro apoiaram as respectivas duplas formando as Tríplices Entente e Aliança.
Antes de eclodir o conflito tais grupos investiram pesado na indústria bélica - tanques, armas, uniformes - para o iminente ataque, a famosa Paz Armada. Depois, houve uma forte propaganda nacionalista para convocação nos exércitos, e ao mesmo tempo que valorizavam o patriotismo criticavam o inimigo. O atentado ao arquiduque Francisco Ferdinando, príncipe herdeiro da Austria-Hungria, enquanto visitava a Iuguslávia seria um problema isolado, mas as potências o usaram para desculpa para dar início aos combates.
Muitas inovações técnicas surgiram de 1914 a 1918, a exemplo das trincheiras, o uso de armas químicas (gases) e biológicas (vírus), além da tática de Guerra Total, quando é dada a ordem de aniquilar não somente o inimigo mas tudo que possa abastecê-lo (civis, fazendas, alimentos, indústrias). Pela primeira vez os generais não vão à linha de frente das batalhas, ficando a cargo do serviço de inteligência nos quarteis.
Apesar de ter ocorrido somente na Europa, a guerra se mundializou de forma indireta, já que todos os países do mundo tinham acordos comerciais com, pelo menos, uma das quatro potências envolvidas - O Brasil tomou as dores dos ingleses e franceses após o ataque a navios brasileiros por submarinos alemães. Porém, nada foi mais decisivo do que a entrada dos Estados Unidos ao lado da Entente, em 1917, o que permitiu a virada e derrota da Aliança.
Os resultados da guerra foram catastróficos para a Alemanha - a Itália mudou de lado por interesses de espaço - no Tratado de Versalhes: Perda de território, altas indenizações e proibição de investir no exército. Mas a bem da verdade quem saiu perdendo foi a própria Europa, que, com cidades e economia arrasadas, perdeu a hegemonia mundial para os Estados Unidos.
A Revolução Russa tem seu valor histórico por ser a primeira experiência comunista no mundo, apesar de seu mentor Karl Marx afirmar que isso aconteceria em solo europeu. A situação pré-revolução era péssima no país: maioria da população camponesa e miserável (85%), governo monárquico e autoritário do Czar Nicolau II e concentração de terras e rendas nas mãos dos ricos.
Alguns intelectuais propuseram um governo de cunho socialista e foram expulsos do país, dentre eles Vladimir Lenin. Mas isso não impediu que o projeto fosse finalizado, e ao serem reprimidos pela okhrana - a polícia especial do czar - em 1905, os opositores insistiram com greves, formando os sindicatos nas fábricas, conhecidos como sovietes.
A gota d'água foi o desastrosa participação russa na Primeira Guerra, quando foram massacrados por alemães no próprio território, fazendo com que a população se levantasse de vez contra um regime opressor e com altas cobranças aos russo, porém manso e fraco perante os invasores. Nicolau II e sua família foram tirados a força do palácio de S. Petersburgo, e por consenso os Mencheviques, grupo 'azul' oposicionista que propunha negociações e acordos com a monarquia, assumiu o poder, dando início ao Governo Provisório.



Esse governo durou poucos meses: dentre várias propostas de mudanças, somente a liberdade de expressão voltou, mantendo o país na guerra e a situação de miséria. Os Bolcheviques, grupo 'vermelho' que queria a mudança política por bem ou por mal, subiu ao poder.
Apesar do relativo sucesso do programa 'Paz, Pão e Terra', programa que propunha alimentos, divisão das terras aos camponeses e a saída da Rússia da Primeira Guerra, o governo Bolchevique enfrentou a oposição de todos que foram prejudicados após a fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas: Mencheviques, grandes fazendeiros, donos das fábricas (Lenin havia dado poder aos sindicatos) e membros ligados à aristocracia czarista.
O resultado desse embate foi a Guerra Civil russa, ou 'os vermelhos contra o resto'. Liderados por Trotski, os comunistas venceram após 5 anos de batalhas. No entanto o conflito custou caro à URSS, sendo necessário implantar novas medidas, como a NEP - tentativa de negociar a reestruturação econômica com os capitalistas - e a centralização política no partido comunista.
Após a morte de Lenin, em 1924, a disputa presidencial foi entre Leon Trotski, o preferido do povo, e Josif Stalin, preferido do partido. Stalin saiu vencedor, já que a eleição foi dentro do partido soviético. Em seus primeiros anos, Stalin continuou a investir no bem-estar da população, a exemplo da educação, trabalho, moradia, mas também deu início a um governo autoritário, com perseguições políticas, prisões, torturas e mortes, inclusive de antigos aliados, os chamados expurgos. 
Pode-se dizer que ambos os fatos ditaram os rumos para a Segunda Guerra Mundial (ascensão de regimes nazi-fascistas) e, mais do que isso, a Guerra Fria (embate ideológico entre EUA e URSS)

BONS ESTUDOS! ;)